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Desculpa por ser assim, sempre do contra. Contra você, contra tudo e contra todos. Desculpa pelo meu pessimismo e pela minha falta de fé em algumas coisas, sei lá, às vezes a gente cansa de acreditar em algo que nunca dá certo, é uma coisa meia óbvia. Desculpa pelo meu jeito de desconfiar da própria sombra, de não conseguir acreditar e sempre querer ter uma carta na manga por sempre carregar o pensamento de que ninguém é confiável. Desculpa pela grosseria, pelo jeito “ogra” de ser. Sei lá… Já tentei mudar, mas são defeitos. E eu sou composta por eles e sei que nunca vou conseguir mudar. É impossível. É mais ou menos por isso que eu vivo querendo afastar todo mundo de mim, eu sei que no fim de tudo eu sempre acabo sozinha. Então, é muita perda de tempo sair aproximando as pessoas de mim pra no fim de tudo ter que me preparar pras perdas, e etc… Eu canso de me ferir. É como se não tivesse mais espaço no corpo e no coração pra tanto buraco, pra tanta ferida aberta, é muita dor pra carregar. Já tentei sair emendando tudo: cortes, buracos, feridas, espaços vazios deixados por alguém que nunca voltou… Mas é outra perda de tempo. Chega uma hora que você explode e as emendações se arrebentam. E a dor triplica… Enfim. Tanto por isso como por vários outros motivos, eu não me preocupo em mudar ou aperfeiçoar o que eu sou. Sei que possuo mais defeitos do que qualidades, mas no meio disso tudo ainda tem sentimentos - sentimentos um pouco mortos, mas ainda sim são sentimentos - e por isso pra que não acabe destruindo o pouco que tenho, deixo tudo como está. Continuo assim, cheia de falhas e tudo o que pode fazer alguém se afastar de mim. Porque no fim de tudo, isso acaba servindo como escudo.  Carolina Ferreira -Super4r-te

Desculpa por ser assim, sempre do contra. Contra você, contra tudo e contra todos. Desculpa pelo meu pessimismo e pela minha falta de fé em algumas coisas, sei lá, às vezes a gente cansa de acreditar em algo que nunca dá certo, é uma coisa meia óbvia. Desculpa pelo meu jeito de desconfiar da própria sombra, de não conseguir acreditar e sempre querer ter uma carta na manga por sempre carregar o pensamento de que ninguém é confiável. Desculpa pela grosseria, pelo jeito “ogra” de ser. Sei lá… Já tentei mudar, mas são defeitos. E eu sou composta por eles e sei que nunca vou conseguir mudar. É impossível. É mais ou menos por isso que eu vivo querendo afastar todo mundo de mim, eu sei que no fim de tudo eu sempre acabo sozinha. Então, é muita perda de tempo sair aproximando as pessoas de mim pra no fim de tudo ter que me preparar pras perdas, e etc… Eu canso de me ferir. É como se não tivesse mais espaço no corpo e no coração pra tanto buraco, pra tanta ferida aberta, é muita dor pra carregar. Já tentei sair emendando tudo: cortes, buracos, feridas, espaços vazios deixados por alguém que nunca voltou… Mas é outra perda de tempo. Chega uma hora que você explode e as emendações se arrebentam. E a dor triplica… Enfim. Tanto por isso como por vários outros motivos, eu não me preocupo em mudar ou aperfeiçoar o que eu sou. Sei que possuo mais defeitos do que qualidades, mas no meio disso tudo ainda tem sentimentos - sentimentos um pouco mortos, mas ainda sim são sentimentos - e por isso pra que não acabe destruindo o pouco que tenho, deixo tudo como está. Continuo assim, cheia de falhas e tudo o que pode fazer alguém se afastar de mim. Porque no fim de tudo, isso acaba servindo como escudo.  Carolina Ferreira -Super4r-te

03.28.12 ♥ 2904
03.28.12 ♥ 76035

Era meio desleixada, nem um pouco meiga, jogava as coisas pelo chão e sempre usava aquela mesma camiseta, nunca entendeu o que viam nela só entendia o que não viam. 

03.28.12 ♥ 1
03.28.12 ♥ 16268
Eu não tinha nenhuma consideração por nada alem do meu prazerzinho barato e egoísta. Eu parecia um ginasiano mimado. Eu era pior que qualquer puta; uma puta só toma seu dinheiro, nada mais. Eu bagunçava vidas e almas como se fossem brinquedos. Como é que eu ainda me considerava um homem? Como é que eu ainda escrevia poemas? Eu era feito de quê, afinal?

— Charles Bukowski (via 3words-4you)

03.06.12 ♥ 100674
Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar.

— Charles Bukowski (via 3words-4you)

03.06.12 ♥ 9910
03.03.12 ♥ 61928
03.03.12 ♥ 81759